terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Amor x dependência
Fico imaginando que deva mesmo ser difícil após bons anos de namoro, momentos felizes e tristes, terminar. Amor? Sim. Companheirismo? União? Também. Costume e rotina? Com certeza. Nós nos acostumamos muito fácil com as coisas, ainda que elas durem pouco. Com 3 meses de namoro achamos estranho quando a solteirice retorna. Estávamos acostumados à rotina de sair junto, a conviver com o mundo da outra pessoa (incluindo família e amigos), com as ligações diárias, com os programas casais, com a mesma boca e com a alegria de dividir as coisas... Imagino que pra namoros de 3, 5 ou 8 anos seja 3, 5 ou 8 vezes mais difícil. Mas creio que a gente também se acostuma.
Pessoas que dependem de outras para serem felizes, que só se imaginam bem ao lado de um namorado ou namorada, que engolem qualquer tipo de sapo por medo da solidão e que fecham os olhos para o resto do mundo só demonstram, na minha opinião, o quanto não sabem amar. Porque o primeiro amor que deve existir é por si mesmo. A melhor companhia capaz de trazer felicidade é a nossa. Ainda que acordemos de mau-humor, que o dinheiro esteja pouco, que a TPM bata na porta ou que a família dê um pouco de trabalho. Ninguém conhece melhor nossos gostos e defeitos do que nós mesmos.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Sempre fui apaixonada pelas ruas de tortuosas pedras da Cidade de Goiás, onde já tropecei tantas vezes e, mesmo assim, nunca deixei de amá-las e frequentá-las. Por que com a vida seria diferente? Eu continuo andando e caindo e seguindo, seguindo com paixão por cada coisa que vivo e faço.
Esses quatro dias foram encantadores não só pelo erotismo da Cidade de Goiás, tantas vezes mencionado pelo grupo. A viagem foi mágica graças às pessoas especiais e inspiradoras que conheci. Fazer parte do encontro da Casa Warat me proporcionou outra perspectiva de vida. Mesmo conhecendo tão pouco o universo waratiano eu me encantei. Me encantei por ele estar tão vivo em Buenos Aires, em São Paulo, na Cidade de Goiás, em Brasília, na Bahia, no sul do país e em cada uma dessas pessoas. Me encantei pelo jeito waratiano de ver e sentir o Direito e o mundo. Jeito esse que me incentiva agora a buscar um Jornalismo melhor, mais humano e sensível, diferente do sensacionalismo hoje existente.
A viagem para Goiás era pra mim uma espécie de refúgio, de recarregar as energias, respirar outros ares, conhecer novas pessoas, esquecer as tristezas, decepções, raivas.
Voltando pra casa vejo que consegui mais do que isso. Eu consegui entender que só preciso de pessoas mais humanas e que posso deixar de lado o quê e quem me faz mal. Depois de quatro dias de poesia, sinas, canções na chuva e um banho de cachoeira pra lavar a alma, eu jamais sou a mesma pessoa que saiu de Goiânia no sábado à tarde.
Eu agora tenho sede, sede de vida, de conhecimento, de arte, de humanidade e de auto-conhecimento.
Eu desejo ser uma pessoa melhor a cada dia!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Me deixa ir
Até que eu percebi que não era semelhança, e sim a sua única e exclusiva maneira de ver o mundo. Esse mundo que gira e transformam países, pessoas, e principalmente, nos faz acreditar no tempo.
Ele chegou, você viu?
Está pertinho de nós, pedindo pra você aceitar. Aceitar que as pessoas mudam, que as pessoas crescem, e que algum dia você tem que parar de acreditar em papai noel e fadas. E por mais que você gostasse das bruxinhas dos desenhos, existem algumas verdadeiras na vida real, que não são super boazinhas assim. Descobre sapos ao invés de príncipes, e muitos moinhos pra enfrentar.
O tempo chegou, ta vendo? Parei de acreditar nessas coisas e comecei a acreditar em coisas reais, e na vontade de viver a vida.
Com liberdade.
Você se esqueceu daquela frase, que eu escutava com um tom infantil: Nós somos do mundo.
Me deixa ser também? Existe algo de bom em cada atitude que eu quero ter, prometo. Mas me deixa ver com os meus olhos? Aqueles azuis que você costumava vigiar, cuidar, e que beijava quando estava cheio de lágrimas.
Me deixa perceber as nossas verdadeiras semelhanças, sem pensar na cor da pele ou no cabelo.
Promete me deixar sozinha um pouco?
Prometo não me machucar demais, e se isso acontecer, seu colo aconchegante vai ser meu novamente, juro. Eu sei que eu tenho pra quem voltar, só que agora quero descobrir até onde eu posso ir. Escuta aquela voizinha lá no fundo que te diz que está errado, e me deixa ir.
Por favor... me deixa ir.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Das coisas sem nome
Depois do dia em que você foi fraca você estava, depois de umas tantas porradas, abarrotada de desilusão, desacreditada. Mas espere um pouco mais, todos nós pertencemos a um lugar, talvez também pertençamos a alguém. Todos nós temos para onde voltar. Agora volta. Sinta falta dos meios sorrisos, da fascinação pelos sons, sinta falta da poesia do dia-a-dia, da crença no bem. (Qualquer canto é maior do que a vida de qualquer pessoa) Sinta. Falta. Falta... Depois do dia em que você foi fraca deixei de acreditar num monte de coisas. Não que o seu choro me comovesse - há tempos já não creio na sua delicadeza forçada - mas é que, você sabe, ser humano é se esforçar diariamente para o imprevisível.
- Não quero voltar.
"Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim."
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
É...
Tô dividida. É isso. Dividida entre a carne e o sentimento. Amizade e família. Foi tenso. Ser massa sempre é difícil. Me entrego fácil demais, em qualquer situação. As minhas reações chegam a ser bobas. Com certeza foi uma das situações que mais me incomodaram na vida! Ciúmes, mas é claro, sou eu! Um quê de drama também não faz tão mal. Eu tava lá, no lugar de sempre, no lugar que mais marcou essa historinha, até a mesma roupa... mas dessa vez os personagens eram outros! Olha só... os personagens eram diferentes. Até doeu. Quando eu penso que tô me acostumando com isso, você aparece e faz tudo ficar tão complicado. E do outro lado, aquele lado que só eu sei, ta tudo tão bem, é tão bem resolvido. Proximidade, ô negócio difícil. Sai do papel de protagonista, e tava lá, tendo que representar com a coadjuvante que sempre se fez presente nessa peça. Meu auto-controle anda me sacaneando. Ai, eu fico sempre questionando a mesma coisa, será que de fato era só uma peça?! Pra mim era tão real! Pra você sempre foi só uma questão de administração, e bem executada, parabéns. O encanto quebrou, mas o bem-querer existe, e isso é o suficiente pra me matar! Sim, as coisas comigo são bem desse jeito, exageradas, intensas, nos extremos. Morrendo de rir e morrendo de chorar, mas chorar muito até desidratar. E foi exatamente assim. E agora? Eu já não sei mais o que falar, o que pensar, nem como agir... A coisa tá tão feia que eu não sei nem o que eu tô sentindo... tão crítica, que eu não sei nem como terminar esse texto.
domingo, 10 de julho de 2011
Não podia acabar diferente
Algumas vezes ela tentou fazer ele mudar de ideia. Largue o curso, faça algo que goste, se envolva. Muitas mensagens subliminares. Ele era doce, divertido e tímido e era isso que a encantava. Nunca era rápido demais, sabia ser tudo aquilo que ela precisava. Sabia ver desenho num domingo de manhã, tampar da chuva, fazer o frio passar, acordá-la com beijos, passar a noite em claro e rir de um jeito infantil em cenas bobas de filme.
Até que um dia ele soube ser cruel, antipático e extrovertido. Deixou de ser doce, passou a ignorar todas as conversas engraçadas e a conviver com pessoas fúteis. Estava vivendo uma vida descolada e de modinhas.
Ele passou a ser tudo aquilo que ela estava cansada nos outros. Ela se decepcionou, mas não ficou com raiva. Apenas se lamentava e tinha saudades daquele cara que ele era, fingiu ser ou que ela acreditou ser. Ela vivia angustiada porque ainda precisava do que ele sabia ser, mas que agora já não é mais.
Ele não podia e não queria mais chegar perto dela.
terça-feira, 5 de julho de 2011
"Encerrando ciclos..."
Crescer dói, são compromissos e responsabilidades que vão aparecendo sem a gente ter como escolher. É menos colo de mãe e mais ensinamento (e tapas na cara) do mundo. São chefes ao invés do Edson, da Solange, da Flora e da Denize. Pessoas essas que vão te cobrar muito mais do que ensinar.
Entrei na Rádio em agosto de 2009, meus monitores eram a Paula Falcão e o Péricles Carvalho (só depois fui descobrir que são dois loucos, mas enfim...) Esse primeiro semestre no J6 foi fundamental pra eu realmente tomar gosto pelo jornalismo. As pontuações intermináveis do Péricles, as risadas de perder as forças e as caronas ao som de Avril Lavigne da Paulinha, as lambidas; cosquinhas nos rins da Lara e as passeatas arrebanhando pessoas do Mário, a Laura encantando o falecido Negro Jobs e a Lara nas coberturas latadas (BR e Jardim Cerrado 4 ), as reportagens da dengue da Flávia (ORLANDO!), os lanches coletivos e as notas internacionais da Barbarella, os papos intermináveis do Péricles e da Denize.
Acho que aquela redação nunca foi tão louca em toda a sua história como na presença desses monitores e dos 12 repórteres: Eu, Lara Leão, Laura Santos Braga, Mário Braz, Laura de Paula, Rubens Salomão, Vanessa Soares, Illa Rachel, Flávia Gomes, Bárbara Daher, Luísa Gomes e Raniê Solarevisky.
No primeiro semestre de 2010, a redação do J6 esteve sob o comando de Rubens Salomão e Paula Resende. Eu assumi oficialmente o cargo de “repórter MP-GO” (acho que nunca fui tanto a um lugar na minha vida). Teve até a vez que a Paula me mandou pro MP (como de costume) e a coletiva era no MPF (pelo menos cheguei atrasada e tive uma entrevista exclusiva *-* ). Dos repórteres antigos só eu, Lara, Laura Santos Braga, Flávia e Raniê continuamos na equipe. Se juntaram a nós Felipe Correa (o prodígio), Jéssica Gonçalves, Iure Queiroz e Vinícius Braga (o protagonista da melhor briga de todos os tempos com uma assessora).
Em agosto de 2010, eu e a Laura Santos Braga assumimos o comando do J6. Acho que a redação só não ficou tão louca porque os meninos eram mais tranqüilos que os repórteres de agosto de 2009 (e isso me inclui!). Somente o Felipe continuou no J6 e mais 8 repórteres entraram naquele mês: Marianna Martins (que quando os entrevistados marcavam entrevistas para às 16:30 ela começava a falar: “Myla, não vai dar tempo” – e sempre dava), Danielen Gonçalves (transformava a nossa redação em uma depressão com suas músicas e tragédias – ela já perdeu as contas de quantos velórios já foi na vida!), João Victor Guedes (gracinha, dono da melhor risada), Ana Letícia Santos (rapidinha), Jéssica Reges (amiga do Juquinha da Ferrovia Norte-Sul), Luíza Guimarães (mais conhecida como arraso no figurino), Weverthon Dias (na falta de entrevistado porque não falar com o cunhado da monitora?) e Tallita Guimarães (“ele morreu segundo o médico dele.”)
Ser repórter é uma tarefa e tanto. Ligar, escrever, sair (ainda que com preguiça) é fundamental. Mas o peso de pautar, monitorar, corrigir e editar me assustou um pouco no começo. Estar a frente de um programa e saber que ele dependia fundamentalmente de mim e da Laura era uma responsabilidade e tanto, que logo a gente se acostumou.
O costume foi tanto que permanecemos mais um semestre, agora com a ajuda do Felipe, que também se tornou monitor. Nossa equipe diminuiu, 5 repórteres, mas nem assim deixamos de colocar no ar um jornal de qualidade (#modéstia). Wynne Carneiro (ou Oliveira? Ou Valeska Popozuda?), Renato Veríssimo (“vamo fazer entrevista ao vivo?”), Liliane Bueno (minha companheira de FICA), Danilo Boaventura (que se chocou com a gente inúmeras vezes ao longo do semestre) e Iure Queiroz, que voltou para a redação (nosso fornecedor oficial de halls de melancia).
Não posso esquecer dos coleguinhas de várias equipes do Panorama (os maiores companheiros do J6), das vezes em que no primeiro semestre de rádio eu e as meninas tínhamos vergonha do pessoal do esporte e não íamos lá na impressora por isso (e fazíamos o Péricles ir), das vezes que rimos ou quase rimos no ar (e rezávamos pra que nenhum professor ou a direção da rádio descobrissem), das incontáveis idas à padaria, dos apagões, dos cafezinhos, dos trabalhos nas férias (nem eram tão chatos assim), da casa do FICA, das risadas da Dona Valdete, das histórias da Dona Joana, das músicas altas; das promessas de pão-de-queijo e das vezes que o Sobreira falava com a gente com o programa dele no ar, da Suzi, da Francis, das saídas com o Cigano (que exigiam paciência, mas rendiam muitas pérolas), do Loró conversando com o microfone aberto em plena transmissão, das encheções do Théo, do Jocerlan (“é tudo Laura”), do Lucas, do Roberto e das mil mulheres do seu Tião.
Tantas coisas, tantas recordações que é impossível falar de todas. Sei que uma nova etapa começa agora, mas ainda existe uma dorzinha no coração por deixar essa segunda casa. Nenhuma experiência dentro da faculdade se assemelha à rádio. Vou sentir muita saudade de tudo isso.
Calouros, calouros dos calouros, futuros calouros:
Aproveitem a Rádio, tirem o máximo de proveito dela, é um aprendizado incrível, nada na Facomb é tão prático assim. Cuidem da Rádio (do J6 principalmente kkkkk puxo sardinha pro meu programa mesmo!), se divirtam, coloquem programas de qualidade no ar e o mais importante: lutem pelos laboratórios, eles são nossos. Não deixem que ninguém acabe com isso, eles são fundamentais para a nossa formação.
PS1: Não é porque a Rádio é um hospício que não se leva o trabalho a sério
PS2: Não poderia terminar de outra forma. Ao som de Maysa “Minha pauta caiu”